Imagem: Jose Luis Magana/AFP

O último sábado, dia 14/05, foi marcado por protestos nos Estados Unidos, que pediam por acesso seguro e legal ao aborto. Os organizadores chamaram o momento de “um verão de raiva” e está relacionado à possível anulação da norma Roe. vs. Wade, que ficou conhecida por legalizar a interrupção de gravidez.

Foram mais de 400 marchas no país, segundo a agência de notícias Reuters, organizadas por grupos como Women’s March e a Planned Parenthood. Só no Brooklyn, havia em torno de 3 mil pessoas reunidas numa praça central do Brooklyn com um banner que dizia “Nossos Corpos. Nossos Futuros. Nossos Abortos”.

Linda Sarsour, ativista dos direitos das mulheres, disse à Agence France-Presse (AFP): “Respeitamos o direito de todos de manter qualquer crença religiosa ou qualquer opinião que tenham sobre questões como aborto, direitos reprodutivos das mulheres, mas o que queremos que você saiba é que você pode ser você e ainda assim permitir que as pessoas tenham acesso a [cuidados] reprodutivos femininos seguros e acessíveis”.

Entenda

Em 03/05, um documento da Suprema Corte vazou e expôs um plano de proibição do direito ao aborto nos Estados Unidos, que derrubaria a decisão Roe vs. Wade, vigente desde 1973. As mulheres, segundo a norma, podem interromper a gravidez até a 28ª semana de gestação. O novo texto vetaria o aborto após 15 semanas, incluindo casos de incesto e estupro – semelhante à norma do estado do Mississipi. Atualmente, o aborto é um direito fundamental reconhecido como “liberdade processual substantiva” e, caso haja derrubada da decisão, ele se tornaria ilegal em 22 estados.

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